Resenha de Cruzando o Caminho do Sol

8 de fevereiro de 2014




Cruzando o Caminho do Sol foi um livro que ficou guardadinho durante um bom tempo em minha estante. Não estava na lista dos livros que eram prioridade, mas... Quando finalmente peguei nesse livro... Só consegui ter sossego ao chegar o final da história, pois a cada momento ficava pensando no que iria acontecer, o que iria ser da vida desses personagens. Bom, cheguei ao final e posso dizer que Cruzando o Caminho do Sol foi um dos livros mais belos que já li.

Tudo começou quando um Tsunami destruiu a casa, a família e os sonhos das irmãs Ghai. Elas se viram sozinhas e desamparadas, o único lugar em que poderiam procurar abrigo era no colégio em que estudaram, mas o caminho até lá em meio a estradas destruídas seria muito difícil. Sem outra alternativa, elas arriscaram fazer o percurso até Chennai com um motorista de aparência nada confiável. E os seus temores se tornaram realidade quando elas perceberam que haviam sido sequestradas e posteriormente vendidas para o comércio da escravidão. 

Sem os pais, sem dinheiro e sem dignidade, foi assim que as meninas tiveram que encarar a nova realidade. 

Do outro lado do mundo, o norte-americano Thomas Clarke vive um conflito em sua vida pessoal e profissional. Seu casamento estava quase destruído e a tão almejada carreira de advogado estava ficando sem sentido. O que na verdade Thomas sentia era a necessidade de lutar por uma boa causa. Thomas decide ir para a Índia reatar seu casamento e trabalhar numa organização com questões relacionadas ao tráfico humano e violência sexual na Índia. 

Na Índia Thomas acaba tomando conhecimento da história de Sita e Ahalya. Comovido e determinado, Thomas não mede esforços para que a história das duas irmãs tenha um final feliz.

Apesar de seu uma ficção, Cruzando o Caminho do Sol nos mostra a realidade de muitos países que exploram garotas no comércio sexual. É uma leitura chocante e comovente.

O livro apresenta um poema de Sarojini Naidu que representa muito bem os sentimentos das irmãs Ghai.

"Não, não chore; nova esperança, novos sonhos, novos rostos, 
e a alegria não vivida dos anos que estão por vir 
vai mostrar que o coração pode enganar o sofrimento, 
e que os olhos podem as próprias lágrimas iludir. 

Não, não sofra, embora viva a escuridão de seus problemas, 
o tempo não vai parar, e nem andar atrasado; 
o dia de hoje que parece tão longo, tão estranho e amargo, 
breve estará esquecido no passado."

Sarojini Naidu
 

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