Resenha do livro Entrevista com o Vampiro

30 de dezembro de 2016 0 comentários

Assisti ao filme Entrevista com o Vampiro na década de 90, quando foi lançado. Eu era bem jovem e não me recordo os detalhes. Apenas recentemente, ao pesquisar livros sobre vampiros, foi que descobri que Entrevista com o vampiro faz parte de uma série As Crônicas Vampirescas e que ainda tem livros sendo lançados. Então eu decidi entrar na aventura de ler esses livros.


Entrevista com o Vampiro descreve durante todo o livro uma entrevista que o vampiro Louis de Pointe du Lac dá a um jovem repórter. Louis fala sobre sua vida, sobre como foi ser transformado em vampiro, sobre Lestat (o vampiro que o transformou) e como foi sua vida ao lado dele. Por ser uma entrevista, você pode achar que a leitura será cansativa, mas não é. Simplesmente ficamos encantados com a forma como tudo aconteceu, com os sentimentos de Louis, pois ele é um homem muito sensível quanto a sua nova natureza. Ele busca respostas sobre sua nova condição. No entanto, Lestat não está disposto a contribuir. Para ele, Louis tem a eternidade, a imortalidade e deve usufruir disso. 

Louis é um vampiro solitário, melancólico, e não gosta de Lestat, vive planejando abandoná-lo. Ao perceber isso, Lestat transforma em vampira uma garotinha por quem Louis de afeiçoou, Cláudia. Após a transformação, a vida para eles melhorou um pouco. Louis parecia mais satisfeito. No entanto, à medida que o tempo foi passando, Cláudia amadureceu, e virou uma mulher presa em um corpo de menina. Os conflitos recomeçaram. Cláudia também não gostava de Lestat, da maneira como ele os deixava dependentes dele para ter respostas sobre sua natureza. E, depois de uma atitude insensata, Louis e Cláudia fogem para a Europa à procura de outros vampiros.

Eles acabam encontrando Armand, o vampiro mais antigo que existe e que é líder de um grupo. Mas o encontro não foi como Louis esperava e mais tragédias acontecem.

Entrevista com o Vampiro nos leva a refletir sobre de que adianta ter a eternidade se não se tem pelo que viver? Acho que o que dá sentido à vida é estar constantemente buscando, desejando algo, fazendo metas, sejam relacionadas ao estudo, trabalho, vida amorosa... Enfim, o ser humano está sempre buscando alguma coisa. Enquanto Louis tinha coisas a descobrir, algo a que buscar (outros vampiros) ele ainda tinha motivos pelos quais viver. Depois tudo perdeu o sentido. Ele continuou melancólico e afastado de todos a sua volta.

Recomendo o livro e em breve vou voltar aqui para falar sobre os demais.

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