Resenha do livro O sol também se levanta

8 de setembro de 2017 0 comentários

Ernest Hemingway estava na minha lista de leitura há muito tempo. Meu desejo inicial era ler "Por quem os sinos dobram", mas, surgiu o desafio de ler "O sol também se levanta" em primeiro lugar.

Demorei um pouco a me adaptar ao estilo do autor. E a história em si pode até parecer cansativa. No entanto, há uma razão por trás disso. Hemingway é um dos autores que faz parte da Geração Perdida - grupo de artistas que estavam na França nos anos após a Primeira Guerra Mundial. Foi o que ocorreu com Jake Barnes, personagem principal. Ele e seus amigos viviam explorando a vida noturna em Paris. Festas, bares, viagens... Era a isso que se resumia o dia a dia desses personagens. 

Lady Brett Ashley era a única mulher do grupo. Tinha uma vida complicada. Vivia entregue à bebida e aos seus amores. Jake era apaixonado por ela, mas, se conformava em ser apenas seu amigo. Brett estava noiva de Mike, o que não a impediu de sair com Robert Cohn e ainda ter um caso com um jovem toureiro, Pedro Romero. E todos eram amigos. 

O ápice da história foi quando eles viajaram à Espanha para participarem da fiesta (Festa de São Firmino) e acompanharem as touradas, tão conhecidas na região. Hemingway as descreve em detalhes. O que causa certa repulsa em quem não aprecia o esporte. 

Solidão, melancolia, amores frustrados, amizade e vidas decadentes são abordados no livro.

A vida fútil, voltada inteiramente a festas, mascarava a dor de quem lutou e foi ferido na guerra. Como bem descreveu Jake:

“Talvez, com o tempo, acabamos por aprender algumas coisas, pouco importa o que seja. Tudo o que eu desejava era saber como viver. Talvez, aprendendo como viver, acabemos compreendendo o que há realmente no fundo de tudo isso.”


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